quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Busy...mente

1.
Os deuses não existem, senão quando, por excesso de loucura ou de lucidez, inventamos coisas tangíveis e/ou intangíveis para divinizar. Marx falou em ópio do povo. Mas, em verdade, certas coisas chegam a ser piores que ópio...

2.
Receitas para um bom Blog? Não subscrevo essa. Conheço receita de Molho de São Nicolau (bem caprichada na farinha de mandioca, cabrito do tenrinho e inhame) e de Djagacida (com feijão seco, xerém do fininho e manteiga da terra), mas de Blog, convenhamos, ó rapaziada. É cada um a fazer o seu sem compromissos com gregos e com troianos. Sem dar cavaco aos berdianos. Eu só exigiria que a malta fosse menos “copy and paste” e isso já seria muito bom para se fazer um Blog. Fuck...

3.
Em 1929, muitos capitalistas especuladores deram cabo do canastro. O crash na bolsa lhes era intolerável moralmente. Hoje, em vez de irem desta para melhor, querem tomar no Estado a dinheirama do vasto povo. E que ninguém nos fale em praça financeira nos próximos dias. Estamos enojados...

2 comentários:

João Branco disse...

Eu penso que isso deve ser um comentário a um post que coloquei lá no Café Margoso, mas é dificil de dizer exactamente, porque o caro Filinto como bom poeta que é, gosta de falar por metáforas, e como eu não acredito em coincidências, cá vai o último ponto do meu texto:

«Um bom blogue, finalmente, será o que discorda de tudo isto. Porque tem uma opinião, que é diferente desta, assim como eu tenho a minha. E deve ser por isso que essa pessoa tem um blogue seu, não é? Neste caso, o sistema funciona, é simples e está à distância de meia dúzia de cliques.»

Não era uma receita, Filinto. Era um texto de opinião. Também é para isso que existem os blogues. Ou não?

Abraço fraterno

Filinto Elisio disse...

Caríssimo Amigo,

Sem surra, nem censura. Exerço aqui apenas os 10% da discordância, admitindo 90% de convergência. Leio, com prazer o Café e "ciência", embora, por motivos médicos, seja mais carioca de limão em chávena grande. Maukie, Hugo e Pranchinha não perdem um trago do Margoso. Se interpretei como receita, peço desculpas. Em verdade, há coisas que não carecem de receitas.

Abraço rijo,

Filinto Elísio