domingo, 17 de junho de 2007

Assaz Paraíso em seus insólitos...





La chanson du mal-aimé

Em Paris, passei belos momentos ao lado do meu amigo, Mito. Ambos, e pelas mesmas razões, precisávamos de Paris em tais circunstâncias. Conversámos muito – artes plásticas, poemas, jazz, amores, nossos meninos e, obviamente, Guillaume Apollinaire – e deambulámos, “um coche”, por Saint-Germain e Montparnasse. Num restaurante cubano, à nossa mesa, uma musa me olhou com ar de salvação. Como na canção do mal-amado. Pena que o Mito, absorto e embarcado em pop latino, viajava em outros mares. Logo ele que, no vate, no flash ou na tela, não deixa escapar assaz Paraíso em seus insólitos...

À Busca do Arco-íris

Li, com prazer, a entrevista de Ambrizeth Lima, no A Semana Online. Ambi, que termina um 2º Doutoramento, na Harvard University, com a dissertação “À Busca do Arco-íris: Raça, Etnia, Género e a adaptação de jovens Cabo-Verdianos no contexto de Família, Escola e Comunidade nos Estados Unidos”, é uma mulher de enorme inquietação intelectual. Com ela e outros colegas, criámos o Gabinete de Produção Mediática e o Amílcar Cabral and Martin Luther King Annual Conference, nos anos noventa, em Boston. Retive a sua inquietação em pelo menos dois actos públicos em que participámos: a conferência de Ângela Davis, em Brandais College, e o recital de Allen Ginsberg, na Boston Public Library. O nosso saudoso amigo, Zeca Correia, recém-falecido, dizia-me sempre: Cabo Verde precisa de gente desse quilate

Aos Blogs

Fui aos Blogs, ler os outros, e das coisas que me apanharam, desta feita, foi um post de Eileen, do http://www.soncent.blogspot.com/: Risquei um fósforo e acendi uma vela. E com a mesma chama, acendi um pau de incenso de jasmim. Sabes que te alumiei também, lá no canto onde estavas, imitando olhos de cão azul de Gabriel Garcia Marques, dos tempos em que ele escrevia coisas esquisitíssimas. Leiam-na. Que ela, assim em primeira pessoa, tem luz e sombra…

Poeisis

Dedico-me ao trabalho e aos estudos. Gosto das duas coisas. Em verdade, tenho uma visão helenística do trabalho que, para os antigos filósofos, significava “poeisis”. E “poiesis” quer dizer “poesia”, entenderam? Escrever, para mim, é uma vocação produtiva, que me dá gozo, sustento e realização. Ademais, o intelecto é a única coisa que, quanto mais se gasta, mais se tem. Por isso, ganhem outros no totoloto, que eu vou escrever, escrever, escrever. Incessantemente. Até que essa musa venha me salvar…



1 comentário:

Eileen disse...

Que surpresa, Filinto, encontrar referências a Soncent em Albatroz. Fico deliciada, devo confessar e proponho um encontro, porque não cara a cara? Estou em eileenbarbosa@yahoo.com.br
Eileen