quarta-feira, 16 de julho de 2008

Some rest

Some rest

Quando estou cansado – de trabalho, pois nesta casa trabalha-se -, leio um livro, ando à beira-mar ou preparo um prato. Todos os meus amigos (e os meus inimigos também) sabem que adoro cozinhar. Aliás, há coisas que me dão muito prazer: viajar, escrever e cozinhar. E cuidar das crianças – ensinar, dialogar e brincar com elas. Passar horas esquecidas com os jovens igualmente. Quando estou cansado, ouço música, boa música, diga-se de passagem. Estiro-me na cama e passo em revista Mozart, Jobim e Davis. Folheio um livro de mesa e aprendo um pouco mais sobre as artes plásticas. Miró, por exemplo, acompanhem-no. Cansados ou não. Vou à cozinha (close-up na foto, pleaaaaaaaase) e preparo um bife de atum à minha moda. A que se guarnece com muito coentro, alho à descrição, tomatinhos e rosmaninhos. Saad Kacem, meu confrade de Koutubia, provou-o e disse que era…um poema!

Play Station, ^&*#@*& e etc

Muitas vezes, neste Blog, encontras-me outro. Será? Deve ser da quarta-feira. Reconheces-me pelo toutiço. Continuo bochechudo. I don’t care. De repente, aparece-me um homem maluco de espada na mão e corre atrás de mim pelos bairros castiços de Casablanca. Parece até um filme americano, desses maus, com muita correria e actores medíocres, alguns prováveis Governadores da Califórnia. Mas nesse sonho (ou seria pesadelo?) eu corro, tantas eram as plantas do Parcours, outras tantas eram as alamedas de um lugar parecido a Providence, R.I.. Roger Williams Park, onde morei por algum tempo. Vejo um polícia e ^&*#@*&, raios e coriscos. Dou de caras com um gangster e *&^%$#, chicra. Salto uma ribanceira e, num tapete voador, sobrevoo Nova Iorque (Oh, Sara, olha o Finfas aqui, ó!), ainda com as torres gémeas. Muitas vezes, estou outro. Tipo caricatura de Obama & Patroa em The New Yorker, a revista menos FDP da Grande Maçã. Não sei se sonho ou se, por lapso, entro no jogo do Play Station…deve ser desse tecno-funk que não ajuda!

Last call

Ainda não foi desta. Direi que o amanhecer aconteceu sem neblina. E a faca de cortar o pulso estava cega, mouca e imprestável. Fosse uma morte despretensiosa, apenas minimamente mediática. Uma morte de fim-de-semana, sem pachorra. Mas o suicídio – o acto em si, diga-se -, esse teria de ser com pompa e circunstância. Com frisson. Já leram “A Faca”, de Jorge Luís Borges? A faca tem função existencial. Sem dialéctica’, nem semântica que se lhe notem. Por ora, o Albatrozberdiano – não pela “súplica” da Sara, minha amiga, nem pelo “conselho” do Djinho, sempre atento, mas pelo medo do Além e do Aquém – continuará entre os vivos, aguardando, como os ratos, os percevejos, as pulguinhas e os porcos mais iguais que os outros animais, a sua Última Morada. Ou tão simplesmente a prometida manhã de neblina…

1 comentário:

Doms disse...

Para preencher os meus dias, normalmente tenho as seguintes rotinas:
- Começo por ver as minhas 3 principais mailboxes;
- verifico a minha situação financeira consultando as minhas duas contas e-banking;
- tento actualizar-me com notícias do meu país consultando duas das poucas páginas de notícias cabo-verdianas;
- e para apaziguar o espírito venho beber ao Albatroz.

É um espaço necessário.

Espero que continue a partilhar your wisdom connosco.

Kel abraço