terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

O sabor erudito das palavras eróticas

O OURO DO RISO CONTRA A NOITE
de Elson Froes


Se te corta o ouro do riso contra a noite
o agonizante membro exibe a distração que
daí envolta um espelho dos raios os dedos
torceu com um frágil arco a paisagem
engloba lábios brandidos ao redor
atravessada não mais nem sequer à invasão
dos olhos depois da quente chuva primeiro
refracta de branco estanque deixando
dentro de seu tremular que pensa o impulso
de espuma congelada senão sustida ou sem
pousar-se no campo da memória aterrissa se
te sobe eletrizado instante ao levitar e
sair o motor de sucessivos agoras um mar
que as realidades ou a luz desperta com
seu giro transpasso a voar no cenário se
reação nem tanto à velocidade da visão a
língua no zênite de pernas às vezes onde
segue até por via de multiplicar ao brilho
de estrelas o ouro do riso contra a noite

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